Governo anuncia interligação ferroviária Norte-Sul até 2033, na pior hipótese

Governo anuncia interligação ferroviária Norte-Sul até 2033, na pior hipótese

O Governo anunciou, hoje, a criação de um gabinete para avançar com um projecto de ligação ferroviária do país, como uma medidad alternativa aos contrangimentos verificados na Estrada Nacional (N1) anunciou, hoje, o Porta-voz, Inocêncio Impissa.

Trata-se do Gabinete de Coordenação do Projecto da Linha Férrea Norte-Sul (GLNS) que tem a responsabilidade de coordenar todas as fases do desenvolvimento do projecto, incluindo estudos de viabilidade técnica, económica e financeira, apurar a viabilidade ambiental do plano, gerir concursos públicos para a selecção de consultores, empreiteiros e parceiros de desenvolvimento, prestar assessoria técnica ao Governo sobre o projecto e garantir que o projecto cumpra as normas ambientais e sociais vigentes no país.

“Este foi identificado como um projecto que poderá dar um grande suporte ao país, mas poderá ajudar a gerir, por exemplo, o tráfego ao nível da Estrada Nacional número 1, entre outras, e poderá permitir o transporte de muito mais pessoas e bens” disse.

O Executivo ainda não tem calculados os montantes necessários para toda a operação, pelo que, o Gabinete deverá “procurar e estrutura o financiamento necessário para a construção e operação da linha férrea, atraindo investidores estratégicos”.

A ideia, conforme explicou é criar um elo entre os corredores já existentes, em que, basicamente, se vai ligar, por essa via, o Sul ao Centro e o Centro ao Norte. “[Actualmente] as três infra-estruturas não se interligam entre si”.

“O projecto interligará o país através de uma linha ferroviária contínua que vai conectar as linhas já existentes, extensões planeadas e novos traçados de modo a estabelecer uma ligação eficiente entre polos estratégicos de produção agrícola, industrial, mineira e turística” explicou.

Prevê-se que a interligação, consoante sua explicação, seja concluída no horizonte de até oito anos, isto é, até 2033, na pior hipótese.

“Em termos de horizonte temporal, prevê-se entre seis a oito anos. No entanto, dependendo da capacidade e da flexibilidade dos parceiros com quem se vai contar, este prazo pode ser mais reduzido” disse, notando que essa antevisão, incluindo os custos de operação, “vai ser definida em função dos trabalhos no terreno”.

 

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