O Sistema Nacional de Saúde está a enfrentar algumas ineficiências, algumas faltas pontuais de medicamentos e de material médico-cirúrgico, em algumas unidades sanitárias do país.
A informação foi avançada pelo representante do ministério da Saúde, Nelson Mucopo, que falava ontem durante uma conferência de imprensa.
De acordo com o responsável, este cenário deveu-se aos impactos das manifestações pós-eleitorais havidas em Dezembro de 2024, e a redução de financiamentos no sector da saúde.
“Gostaria de sublinhar que nós não podemos dissociar essas faltas aos acontecimentos de Dezembro de 2024, quer queiramos ou não, esses acontecimentos criaram alguma dificuldade naquilo que é o ciclo normal de provisão de medicamentos”, disse o representante do MISAU.
Num outro desenvolvimento, Nelson Mucopo desdramatiza a grave anunciada pelos profissionais da saúde, afirmando tratar-se apenas de indisciplina de alguns profissionais.
“As unidades sanitárias estão a funcionar, os colegas estão a trabalhar, e isto põe em causa a narrativa de alguns órgãos de comunicação, que dizem que está em colapso. Portanto, todos os hospitais estão a funcionar com alguma normalidade”, afirmou.
O facto é que as sucessivas greves de médicos e profissionais de saúde por falta de pagamento de horas extras, medicamentos e material médico-cirúrgico estão a colocar em colapso o sector nacional de saúde.

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