A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ameaça intervir militarmente no Níger para repor a ordem se o Presidente deposto, democraticamente eleito, Mohamed Bazoum não for devolvido o poder.
De acordo com imprensa internacional, os líderes militares da região já traçaram um plano de intervenção que prevê o envio de uma tropa multinacional africana ao Níger. Ainda assim apelam a resolução do conflito pela via diplomática.
Os chefes de Estado Maior da CEDEAO avançaram a informação depois de uma reunião em Abuja, na Nigéria, que actualmente preside a comunidade.
“A CEDEAO não vai dizer aos golpistas quando e onde vamos atacar. Essa é uma decisão operacional que será tomada pelos chefes de Estado”, disse em conferência de imprensa o embaixador Abdel-Fatau Musah, Comissário para os Assuntos Políticos, Paz e Segurança da CEDEAO.
“Todos os elementos de uma possível intervenção foram elaborados durante esta reunião, incluindo os recursos necessários, mas também a forma e o momento em que vamos colocar a força”, destacou.
O ultimato de sete dias dado pela CEDEAO aos militares golpistas para reestabelecerem a ordem civil e política expira este domingo.
Estão estacionadas no Níger cerca de 1500 tropas francesas e 1000 tropas norte-americanas, bem como outras unidades de outros países da União Europeia e de África. Tanto Paris como Washington manifestaram um apoio inequívoco ao deposto presidente Bazoum e a qualquer decisão da CEDEAO, incluindo uma solução militar.

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