A expansão lenta da internet em Moçambique continua a representar um obstáculo significativo para a inclusão digital no país.
Dados estatísticos mais recentes indicam que no país apenas 7.8 milhões de pessoas têm acesso à internet e a penetração da banda larga móvel é de 27%.
A informação foi avançada pelo ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, durante Business Breakfast organizado pelo Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), visando apresentar o Projecto Internet para Todos (IFA-2030).
Citado pelo “Noticias”, o ministro recordou que há projectos e expansão da internet que decorrem há mais de cinco anos, sem, contudo, influenciar directamente o desenvolvimento de Moçambique, no contexto da economia digital.
O governante explicou que a falta de colaboração inter-institucional resulta na execução isolada dos projectos, em alguns casos com impacto limitado nas comunidades.
“O modelo convencional de negócios e a sua operação não são sustentáveis. O Fundo de Serviço de Acesso Universal (FSAU) é actualmente o único canal para conectividade digital rural”, sublinhou.
Avançou que as operadoras de redes móveis enfrentam igualmente dificuldades em investir em áreas rurais, constituindo barreira para o alcance de comunidades em aldeias isoladas.
A fonte referiu que o sector está a promover a conectividade digital, numa altura em que o mundo vivencia a chamada quarta revolução mundial, dominada pelas tecnologias, com destaque para a inteligência artificial.
Por seu turno, Helena Fernandes, Presidente do Conselho de Administração do INCM, avançou que as comunicações tornam-se cruciais para o funcionamento da economia e sociedade, devido aos benefícios associados à conectividade.
Neste contexto, apontou ser fundamental assegurar as condições de acessibilidade de infra-estrutura de redes e dispositivos e aumentar a capacidade do uso e segurança.
(Imagem:DR)

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