Os Estados Unidos anunciaram ontem novas sanções ao grupo islamita Hamas, incluindo redes financeiras da organização e funcionários iranianos que treinaram os seus combatentes.
As sanções impostas, esta sexta-feira, pelo Departamento do Tesouro sucedem às que o Governo norte-americano anunciou no dia 18 do mês em curso contra o Hamas, após o ataque a Israel, no início deste mês.
As novas sanções destacam o papel do governo iraniano no apoio financeiro, logístico e operacional ao Hamas, segundo comunicado do Gabinete de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
O pacote de sanções anunciado inclui ainda empresas de um dos financiadores do Hamas baseado no Sudão e um cidadão jordaniano que reside em Teerão como representante do grupo no Irão.
Washington renovou os esforços para cercar o grupo depois que seus militantes invadiram comunidades no Sul de Israel, deixando 1.400 mortos e sequestrando 233 pessoas, de acordo com autoridades israelitas.
“A ação de hoje sublinha o compromisso dos Estados Unidos em desmantelar as redes de financiamento do Hamas, mobilizando as nossas autoridades de sanções antiterroristas e trabalhando com os nossos parceiros globais para negar ao Hamas a capacidade de explorar o sistema financeiro internacional”, disse Wally Adeyemo, vice-secretário do Tesouro dos Estados Unidos.
De referir que ainda esta sexta-feira, (27) o Hamas recusou libertar os cerca de 230 reféns israelitas e disse que só o fará assim que houver um cessar-fogo.


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