Cabo Delgado/Gás: Jovens e empresas já podem viajar e procurar oportunidades de trabalhos e negócios, sem receios de ataques?

Cabo Delgado/Gás: Jovens e empresas já podem viajar e procurar oportunidades de trabalhos e negócios, sem receios de ataques?

O Executivo moçambicano ontem atestou, mais uma vez, que as actuais condições de segurança em toda a província de Cabo Delgado propiciam um ambiente para empregabilidade e desenvolvimento de negócios.

A propósito do anúncio, em Janeiro, da retoma do projecto Mozambique LNG, o Presidente da República, Daniel Chapo, e o CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, disseram estar a enfrentar dificuldades para recrutar mão-de-obra para o projecto, instalada na localidade de Afungi, no distrito Palma. Um cenário diferente do que se verificou antes da evocação da cláusula de Força Maior, em Abril de 2021, após um ataque terrorista que resultou em morte nas proximidades das instalações do projecto.

O anúncio ocorre numa altura em que ainda se reportam ataques terroristas na província, “embora esporádicos”. Contudo, ambos atestaram que, em Afungi, particularmente, existem condições de segurança para pessoas singulares e colectivas interessadas em trabalhar no projecto. Esse foi, igualmente, o argumento “proposital” frisado pelo Chefe de Estado para fugir da capital Maputo e anunciar a retoma do projecto onde está a ser desenvolvido.

A ideia de a segurança estar garantida “somente em Afungi” gerou alguma inquietação, pois parece equivaler a ter aquela região “sitiada pela segurança”, enquanto em outros distritos da província a segurança nunca chega a um dado adquirido.

O MZNews questionou ao Porta-voz do Governo se a segurança permite singulares e colectivos arriscar-se à procura de oportunidades no projecto e “sem receios” circular pela província. Inocêncio Impissa garantiu que esta é um bom momento. “Eu posso dizer que sim”.

Para o governante, “o simples facto de se ter levantado o Estado de suspensão é um sinal grande” que surgiu após terem sido criadas as condições necessárias.

O Impissa notou que se não estivessem garantidas as condições mínimas para a prossecução do projecto, não haveria razões para prosseguir com o investimento. O projecto Mozambique LNG está avaliado em mais e 20 mil milhões de dólares.

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