Detidos três indivíduos por crime hediondo contra idoso

Detidos três indivíduos por crime hediondo contra idoso

Três indivíduos estão a contas com a Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade da Beira, pelo assassinato e extracção de órgãos genitais de um cidadão idoso de mais de 60 anos, na terça-feira.

Entre os detidos, um suspeito confessou o crime e dois negaram qualquer tipo de participação no acto, bem assim, alegaram desconhecer o lado criminoso do cidadão confesso.

Em entrevista à TV Sucesso, o cidadão que anuiu a autoria do crime, disse que convive com os supostos comparsas, um amigo, um primo – ambos detidos – um terceiro, o cunhado – que, entretanto, esteve igualmente detido e foi solto – e um quarto cidadão.

Ele contou que, quando eram cerca das 02h00 da madrugada, viu o idoso, que já conhecia, deslocar-se para comprar peixe e revender. Pediu emprestado uma pasta ao primo, levou 20 meticais que lhe haviam sido pagos pelo amigo para dormir em sua casa para comparar cigarros, e foi pedir emprestado uma faca ao “mano João”, o cidadão foragido.

Ao encontrar o idoso, próximo de uma machamba, exigiu dinheiro sob pretexto de desencadear uma luta. Disse ter extraído os órgãos genitais e que não teve mais tempo para decepar a cabeça por que a luz do dia começava a espreitar e era um lugar público.

“Cabeça e órgão vendo a 600 mil” disse, apontando um comprador na zona de madeira e zinco. Adiante confessou, novamente, com detalhes. “Quando estávamos a lutar, aquela faca se perdeu, e então, aqueles [órgãos] cheguei a tirar a dente. Nós a lutar, mordi, casquei dente, tirei com minha mão”.

O suspeito disse estar arrependido pela morte, pois desejava apenas o dinheiro param deixar o idoso. “Eu só queria o dinheiro para eu lhe deixar porque era um velho. Eu gosto de lutar com jovens até nós…”.

Ele confessou ter assassinado outras duas pessoas, uma moçambicana e outra malauiana. Pela morte da vítima em Chingodzi, na província de Tete, recebeu, conforme disse, pagamento em alho, e não em dinheiro.

Outro detido disse estar a contas com a PRM porque teve o infortúnio de, no dia do crime, solicitar uma hospedagem na casa do assassino confesso.

“Estou aqui porque no dia que aconteceu esse crime eu dormi em casa dele. Eu paguei 20 meticais a ele para descansar. Eu não sei o que ele faz” disse. Aquele suspeito confesso disse que quando saiu para cometer o crime deixou o amigo a dormir. Entretanto, o amigo revelou que, na manhã seguinte, o dono da casa ordenou a sua saída, alegadamente porque “quero fazer minhas coisas”.

“Eu saí. Ele mesmo me contou que lá na machamba houve morte. A pessoa foi retirada [órgãos genitais]” durante a noite. Conforme contou, foi detido quando regressava a casa, ao cair de mais um dia de trabalho “biscato”, após ver o assassino e o cunhado algemados.

O primo do cidadão confesso disse ser inocente. O seu infortúnio for ter emprestado a pasta ao suspeito confesso. Este disse que o primo não estava consigo no momento do crime.

A PRM disse ter encontrado o autor material do crime com uma pasta ensanguentada sonde continham os órgãos genitais da vítima, e mediante os factos não restou senão proceder à detenção dos suspeitos. A polícia disse haver dados bastantes que indicam a participação dos outros detidos no mesmo caso. Adiantou que já estão em curso diligencias para localizar o autor moral do crime.

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