O Presidente da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), Aníbal Mbalango, recusou, esta semana, a detalhar os contornos que levaram à realização de buscas e apreensões na sede da instituição, na cidade de Maputo.
“A Autoridade Tributária trabalha com todas as instituições, incluindo as da justiça. Nós entendemos como um trabalho normal que está a ser realizado, por quem é de direito, verificar, caso tenha algum aspecto relevante. Continuamos a aguardar para saber dos resultados desse trabalho que as autoridades competentes estão a ser realizados” disse na quinta-feira (04).
Na terça-feira (02), o Ministério Público, através da Procuradoria-Geral da República e do Gabinete Central de Combate à Corrupção e ao Crime Transnacional, realizou uma operação de busca, captura e apreensão na Autoridade Tributária e outras instituições do Estado.
Os números sobre as detenções na AT ainda não são oficiais. Há rumores de terem sido detidos dois funcionários da instituição. Mbalango foi convidado pela imprensa a se pronunciar sobre o número de detenções, mas declinou revelar.
“Não fomos nós que fizemos as detenções. Penso que quem tem competência para dizer isso é quem fez as detenções” disse.
A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) e a Direcção Nacional do Tesouro, estão subordinadas ao Ministério das Finanças.
As operações decorrem no âmbito de investigações sobre corrupção, incluindo o esquema “paga para pagar” no Tesouro, fuga ao fisco e outros crimes financeiros.

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