O Director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) e presidente da Rede Moçambicana de Defensores dos Direitos Humanos (RMDDH) disse, hoje, que os activistas dos direitos humanos e jornalistas são constantemente ameaçados pelo Estado e actores externos.
“A situação dos defensores dos direitos humanos em Moçambique é muito preocupante”, começou por dizer Nuvunga, num briefing online à imprensa sobre a ameaça de morte que sofreu na sua casa, esta segunda-feira.
“Enquanto essas ameaças foram dirigidas a mim como pessoa, não nos vão deter. Elas, no geral, são direccionadas para a comunidade dos defensores dos direitos humanos”, alertou o presidente do RMDDH.
Para o responsável, o propósito dos ‘desconhecidos’ é silenciar e/ou abafar as suas vozes perante situações de injustiças, impunidade, violações constantes de direitos humanos pelas autoridades.
“Apesar dessas ameaças, nós como activistas vamos continuar com o nosso trabalho, firmes a denunciar as injustiças, ameaças e a lutar para que as comunidades possam ter acesso à justiça e possam proteger as suas terras, o seu direito a participar em processos de governação, no nosso país”, disse.
Na ocasião o Director do CDD notou que as ameaças são constantes e praticadas por actores estatais e não estatais, “de várias formas”. Nuvunga disse que as leis para os defensores dos direitos humanos são “draconianas”.
O Professor também criticou o facto e as investigações nunca chegaram a conclusões plausíveis que expliquem o que se passou com activistas dos direitos humanos assassinados. Nuvunga fez essa constatação recordando o assassinato do observador eleitoral e activista dos direitos humanos, Anastácio Matavel, a 7 de Outubro de 2019 em Xai-xai, durante a campanha eleitoral. Sobre esta caso, recorde-se que seis polícias foram condenados entre três e 24 anos de prisão e a indemnizar a família. Dois réus foram absolvidos.
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