ANAMOLA acusa FRELIMO de intolerância e provocação

ANAMOLA acusa FRELIMO de intolerância e provocação

O clima político no distrito de Magade, província de Maputo aqueceu na última semana, depois de uma visita do Secretário-Geral do partido ANAMOLA ter sido marcada por aquilo que a organização classifica como “atos reiterados de intolerância e perseguição política” por parte de membros da FRELIMO.

Em comunicado que o MZNews teve acesso, a Comissão Executiva Provincial do partido ANAMOLA lamenta que o ambiente democrático tenha sido colocado em causa durante a deslocação do seu líder, ocorrida na passada quarta-feira, dia 11 de fevereiro.

De acordo com o documento, todos os trâmites legais foram cumpridos com a devida antecedência. O partido assegura ter informado as autoridades locais sobre o itinerário, os horários e os locais escolhidos para o ato político, com o objetivo de garantir a transparência do processo e evitar qualquer conflito com outras forças políticas, num claro respeito pelo pluralismo consagrado na Constituição da República.

No entanto, segundo a mesma fonte, a visita foi alvo de perturbação orquestrada. No posto administrativo de Magigiane, um dos locais previstos no roteiro, a comitiva da ANAMOLA ter-se-á deparado com um grupo de membros da FRELIMO que, alegadamente a pagar uma quotização num banco ali existente, ocupava o mesmo espaço à mesma hora.

“Foi uma clara violação do espírito de coabitação política”, refere a nota, que sublinha a intenção de inviabilizar o ato democrático da oposição.

Perante a situação, e por orientação do Secretário-Geral, a caravana política terá decidido alterar o local da concentração, rumando ao Mercado de Mayambiente — também ele previamente comunicado às autoridades. Contudo, a surpresa manteve-se: elementos ligados à FRELIMO encontravam-se novamente no local, num comportamento que a ANAMOLA classifica como “provocatório e intimidatório”.

A tensão terá atingido o auge quando, já no mercado, alegados membros do partido no poder tentaram sabotar a intervenção do Secretário-Geral, impedindo que o discurso decorresse dentro da normalidade desejada.

Através desta queixa pública, a ANAMOLA exige que sejam tomadas medidas para garantir o respeito pelo Estado de Direito e pela liberdade de expressão e reunião, pilares fundamentais de qualquer democracia.

Até ao momento, a FRELIMO não se pronunciou oficialmente sobre as acusações.

Imagem: ANAMOLA

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