Absa Bank e Deloitte debatem sobre o futuro da banca e inovação em Moçambique

Absa Bank e Deloitte debatem sobre o futuro da banca e inovação em Moçambique

O Absa Bank Moçambique e a consultora Deloitte realizaram esta quarta-feira (05), em Maputo, a segunda edição do Fórum Bancário, sob o lema: “Inovação Sustentável e Confiança Regulatória”, que reuniu líderes do sector bancário, reguladores e especialistas nacionais e internacionais.

O evento teve como objectivo promover o debate sobre o futuro da banca em Moçambique, explorando caminhos inovadores para fortalecer a inclusão financeira, a eficiência operacional e a confiança regulatória, criando um ambiente sustentável e resiliente para o sector e discutir os desafios da transformação digital e as oportunidades para consolidar um sistema financeiro moderno.

Segundo o representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Olamide Harrison, a inclusão financeira deve ser vista como a base para a construção de um sistema financeiro moderno, inclusivo e resiliente.

“A inclusão financeira é onde a inovação começa. É o ponto de partida para expandir o acesso, criar confiança e garantir que as infra-estruturas modernas sirvam todos os cidadãos”, afirmou Harrison, citado pelo Jornal Savana.

O responsável acrescentou ainda que a digitalização dos serviços financeiros “está a transformar o acesso e o uso de produtos bancários em Moçambique e em toda a África”.

Referindo-se a Moçambique, Harrison afirmou que o País vive um momento crucial, com tensões sociais pós-eleitorais a diminuírem, mas com vulnerabilidades fiscais e externas ainda presentes. Apesar disso, destacou progressos notáveis em matéria de inclusão e digitalização financeira.

De acordo com o Relatório de Inclusão Financeira 2024 do Banco de Moçambique, o número de pontos de acesso financeiro aumentou 37%, impulsionado por agentes não bancários e terminais POS.

Ainda assim, o FMI alerta que persistem lacunas entre o acesso e a utilização efectiva dos serviços financeiros, especialmente nas zonas rurais, devido à fraca infra-estrutura e à baixa literacia digital.

“A nova Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2025–2031 reconhece estas realidades e propõe soluções abrangentes, promovendo a digitalização de pagamentos, o uso de QR Codes e a integração de micro-seguros e plataformas interoperáveis”, disse Harrison.

Segundo o Director de compliance do Absa Bank Moçambique, Iuri Khan, o sector bancário moçambicano está de boa saúde e tem mostrado avanços significativos na eficiência e no investimento tecnológico, comparativamente a outros países da região.

“O ambiente da banca está bom. Temos feito progressos notáveis em termos de eficiência e modernização. O desafio agora é expandir o acesso e garantir uma melhor prestação de serviços, sobretudo nas zonas mais recônditas”, afirmou Khan.

 

(Photo DR)

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