O porta-voz do partido Renamo, José Manteigas, disse, esta semana, que o partido Renamo trava as suas lutas para permitir o exercício da democracia, defendendo que a ascensão ao poder deve ser por via das eleições em oposição a armada ou um golpe de Estado.
Falado no programa CIP Cast, ele disse que a Renamo ganhou as eleições desde 1994, algo que começa a estar evidente com as actuais fraudes eleitorais.
Respondendo a um comentário realizado anteriormente na mesma plataforma pelo cientista político Domingos do Rosário, segundo o qual a Renamo tem medo de governar, e negociou as autarquias de Maputo e Matola tal como ocorreu no passado, Manteigas disse tratar-se de uma aberração.
“É uma das piores aberrações que posso ouvir”, disse, para depois referir que tal percepção é de indivíduos querem ver destruição armada na cidade de Maputo. “É isso que se pretende, voltarmos a pôr este país em guerra”?
E, respondendo à questão sobre se a Renamo tem ou não armas, ele disse: “as armas estão aí nas esquadras, é só ir buscar”.
Ele revelou que a Renamo nunca fabricou armas e que quando fez a guerra as ia levar nas esquadras e quartéis.
“E estão aqui as esquadras. Estão aí tantos polícias mal preparados na via pública com AK-47. Se o moçambicano quiser fazer guerra vai pegar naqueles jovens [polícias], arrancar aquelas armas e vai fazer guerra aqui dentro das cidades. É isso que as pessoas querem, para a Renamo mostrar que quer Governar? Ir à Ponta Vermelha e assaltar?
José Manteigas referiu que existe em Moçambique a fragilidade de se instalar um clima de insegurança tal como acontece na Guiné-Bissau, que esteve à beira de um golpe de Estado.
“O que custa? Aquilo que acontece na Guiné-Bissau, aqui não pode acontecer [um golpe de Estado]? É isso que as pessoas querem que a Renamo faça”, questionou.
“Nós estamos a dizer que queremos que as pessoas ascendam ao poder através das eleições, democraticamente”, frisou.

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