Empresa que explora grafite de Balama queixa-se de “acções ilegais” que impedem actividade em mina

Home » Empresa que explora grafite de Balama queixa-se de “acções ilegais” que impedem actividade em mina

Empresa que explora grafite de Balama queixa-se de “acções ilegais” que impedem actividade em mina

A mineradora de grafite Syrah acusou ontem um grupo de trabalhadores e colaboradores locais de “acções ilegais” que impedem a laboração na plenitude no norte do país, lê-se num comunicado à bolsa de valores australiana.

A mina de Balama, em Cabo Delgado, exporta minério para fabrico de baterias de carros eléctricos.

“Acções ilegais interromperam um reinício operacional completo e limitaram os movimentos logísticos”, referiu a Syrah, depois da paragem, em Setembro, devido ao que classificou como “greve ilegal”, que colocou em causa a segurança do espaço.

Apesar de, desde então, ter havido encontros, a situação ainda não está resolvida.

A empresa refere, segundo a Lusa, estar “envolvida” em negociações com representantes dos trabalhadores e autoridades governamentais para “resolver questões imediatas” e “apoiar a renovação do acordo de empresa”, garantindo que “as queixas sejam geridas através dos canais regulatórios correctos”.

“A Syrah está a trabalhar para recomeçar as operações e a produção em Balama, na plenitude, o mais rápido possível”, destacou.

Noutros dois comunicados divulgados ontem em bolsa, a empresa anunciou estar a negociar com o governo norte-americano um apoio para expandir a fábrica de baterias em construção naquele país e anunciou ter também negociações abertas para fornecer a multinacional LG.

O apoio do Departamento de Energia dos Estados Unidos da América pode chegar a 220 milhões de dólares.

A mina da Syrah em Balama produziu cerca de 38 mil toneladas de grafite no terceiro trimestre, sendo que a maioria do material foi exportada pelo porto de Nacala, na província de Nampula.

Para o mesmo período, a empresa já tinha anunciado vendas de 55 mil toneladas.

As operações da empresa australiana têm sofrido um ano conturbado, reflexo da instabilidade no norte de Moçambique.

Em Junho, a cadeia logística já tinha sido suspensa temporariamente devido a ataques de rebeldes que há cinco anos atormentam Cabo Delgado e que se aproximaram da estrada por onde é escoada a grafite.

A mina de Balama iniciou a produção comercial há quatro anos e foi destaque em Dezembro, quando a Syrah anunciou um acordo com multinacional de veículos eléctricos Tesla, que pretende usar grafite da mina – que é descrita como um dos maiores depósitos “de qualidade” no mundo pela própria companhia australiana.

Receba a nossa Newsletter

Partilhar este artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.