Empreiteira portuguesa recebe mais dinheiro para dragagem no porto de Cabinda

A deterioração crescente da macroeconomia em Angola levou o Presidente da República a ordenar um acréscimo de cerca de 241 milhões de meticais ao contrato de empreitada de dragagem no porto de Cabinda, a cargo do grupo português Mota-Engil, mesmo sem dar a conhecer o valor do contrato celebrado anteriormente.

“O agravamento das condições macroeconómicas levou a um desequilíbrio económico financeiro do contrato”, lê-se na adenda em forma de despacho presidencial assinada por João Lourenço, datada de 06 de Janeiro de 2022.

Segundo o mesmo documento, desde a data de assinatura do primeiro contrato, do qual ainda se desconhece o montante para a empreitada, aos dias de hoje, houve uma alteração significativa do cenário “em que as partes fundaram a decisão de contratar”, havendo, por isso, necessidade de uma adenda ao contrato, no valor de 2,1 mil milhões de kwanzas.

Noutros dois despachos presidenciais, o Presidente da República autoriza a abertura de dois concursos públicos.

Um dos concursos para construção e apetrechamento do Aterro Sanitário Convencional na Província de Cabinda, no valor de 4,4 mil milhões de kwanzas (511.350 milhões de meticais), e para a construção de 43 tanques de água elevados com capacidade de 100 metros cúbicos na Província de Cabinda, no valor de 2,5 mil milhões de kwanzas (292.200 milhões de meticais).

O outro concurso é relativo às instalações da Inspecção Geral da Administração do Estado incluindo a reabilitação do Edifício Muxima Plaza, no valor estimado de 4,7 mil milhões de kwanzas (555.180 milhões de meticais), e à aquisição de mobiliário e equipamentos informáticos, por 3,7 mil milhões de kwanzas (423.690 milhões de meticais).

Fonte: sapo

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