O julgamento do Primeiro Secretário provincial do partido Frelimo, arranca amanhã (03), no Tribunal Judicial do Distrito de Chiuta, província de Tete, centro do País. Gonçalves João Jemusse, é acusado de desvio de perto de 1 milhão de meticais quando era administrador de Chiuta.
Além do actual do Primeiro Secretário provincial da Frelimo, o Ministério Público acusa mais cinco funcionários públicos afectos àquela Secretaria Distrital pela prática dos crimes de peculato, falsificação de documentos, abuso de cargo ou função, pagamento de remunerações indevidas e participação económica em negócios.
Os arguidos são: Gonçalves João Jemusse; Manuel Mouzinho Joaquim Cebola; Raimundo Eduardo Cebola; Egrita Miranda das Dores Devessone Alfredo; Domingos Puzumado; e Jardito Anastásio.
Segundo a Carta de Moçambique, no total, os arguidos desfalcaram o Estado moçambicano num valor global de 997.847,79 meticais, entre 2019 e 2021, sendo que Gonçalves Jemusse é acusado ainda de ter ordenado a contratação da sua esposa Madalena Francisco Baptone Fraqueza para ocupar uma vaga inexistente na Secretaria Distrital de Chiuta.
A acusação contra Gonçalves João Jemusse e seus antigos subordinados é de Junho de 2022, sete meses depois da sua eleição como Primeiro Secretário da Frelimo na província de Tete, porém, o partido no poder nunca se pronunciou sobre o assunto.



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