Destruição de boletins de voto espelha “receio” da CNE, diz especialista em direito eleitoral 

Home » Destruição de boletins de voto espelha “receio” da CNE, diz especialista em direito eleitoral 

Destruição de boletins de voto espelha “receio” da CNE, diz especialista em direito eleitoral 

Destruição de boletins de voto espelha “receio” da CNE, diz especialista em direito eleitoral 

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) agendou para 17 de Janeiro a destruição dos boletins de voto das eleições gerais de 09 de Outubro numa altura em que Venâncio Mondlane ainda reivindica a reposição da verdade eleitoral.

Entretanto, em entrevista à DW o jurista e investigador do Centro de Integridade Pública (CIP), Ivan Maússe, diz que a decisão pode acirrar ainda mais os ânimos no país.

No entender do jurista, o material que a CNE tem seria importante para os diferentes interessados neste processo exibirem às instituições externas que possam intervir em Moçambique.

O também especialista em direito eleitoral explicou que apesar de legal, a destruição dos boletins de voto “apenas cerca de três meses” após o pleito pode espelhar “o receio da CNE” em que se investiguem os contornos do processo eleitoral.

“Ainda é muito cedo para fazer essa destruição, porque ainda existem mecanismos externos” [para recorrer dos resultados], explicou o jurista. Ainda na mesma entrevista Maússe antevê para os próximos dias, um clima de incerteza, sobretudo com a chegada, quinta-feira, do candidato presidencial do partido PODEMOS, Venâncio Mondlane.

“Podem existir momentos de tensão [protagonizados] pelos apoiantes de Venâncio Mondlane e de Daniel Chapo, com a possibilidade do uso de forças policiais, tal como tem vindo a acontecer, para dispersar as massas”, disse

“Os manifestantes [apoiantes de Venâncio Mondlane] podem querer colocar em causa a cerimónia de posse oficial, e isto terminar em situação de mortes e ferimentos”, referiu.

Disse ainda que ao nível do ordenamento jurídico moçambicano, em várias outras leis há a obrigatoriedade de conservar o material pelo menos entre três a cinco anos – por exemplo, nos bancos comerciais, mesmo no banco central e tantas outras instituições.

O especialista diz não se entender porque razão a CNE quer destruir o material que é de uma eleição que remonta a três ou quatro meses atrás, pese embora seja de Lei.

(Fonte: DW)

Receba a nossa Newsletter

Partilhar este artigo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.