O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou, hoje, os novos graduados da Polícia da República de Moçambique (PRM) a erradicar os crimes de rapto para permitir investimentos internos e externos.
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“Com a entrada em acção deste grupo de graduados, a nossa expectiva é de que temos de continuar a apertar ainda mais o cerco da indústria de raptos em Moçambique até ficar para história. Por isso, é preciso acabar com os raptos para que o investidor confie neste país, na segurança do seu investimento, da sua vida, e na vida de cada um de nós como moçambicanos” disse.
Segundo o também Comandante em Chefe das Forças de Defesa e Segurança, o país carece de uma segurança institucional sólida, capaz de permitir a previsibilidade da manutenção da vida dos investidores e de seus negócios.
“… não há desenvolvimento e nem crescimento económico sem paz e segurança” frisou, vincando que a estabilidade social devolve a confiança do povo. “Cada empresário que se sente seguro investe mais em Moçambique… ao desmantelarmos as redes criminosas, não estamos apenas a prender infractores, estamos a restaurar a confiança no país, na economia moçambicana, na justiça e na autoridade do Estado”.
Chapo falava na XXI cerimónia de graduação na Academia de Ciências Policiais (ACIPOL), em Marracuene, província de Maputo. E, na ocasião, apesar de não avançar dados, notou que o país já regista redução de crimes de raptos.
“Hoje, notamos, com satisfação, que, fruto do esforço coordenado das Forças de Defesa e Segurança… registámos, nos últimos meses, uma melhoria significativa deste fenómeno” disse, notando, igualmente, a identificação dos praticantes de raptos.
Por outro lado, Chapo destacou melhorias no combate à corrupção, havendo até, conforme notou, inúmeros destaques desses casos na comunicação social, escusando-se, no entendo, de entrar em detalhes no tema em respeito à presunção de inocência de pessoas envolvidas.
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“Para todos os efeitos, esperamos que os graduados… venham aumentar a pressão e o controlo contra os corruptos que sugam os poucos recursos do Estado e do povo moçambicano, prejudicando o nosso povo” augurou.
“Sabemos que haverá resistência, mas vamos continuar a trabalhar para que esses crimes passem para a história” avisou.

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