A organização da sociedade civil alertou esta terça-feira, que a situação humanitária em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, vai continuar volátil com tendência a piorar perante ataques terroristas, que perduram desde o mês de Outubro de 2017.
O CDD – Centro para Democracia e Desenvolvimento, no seu mais recente relatório sobre a coordenação entre vários actores envolvidos na ajuda humanitária, alerta que a situação poderá provocar ainda consequências severas.
Segundo o director executivo do CDD, Adriano Nuvunga, citado pela RFI, o governo moçambicano está mais preocupado com o regresso das multinacionais do que com milhares de pessoas afectadas por actos terroristas.
“Isto vai ter duas consequências severas; primeiro vai extrapolar a factura militar para estabilizar. Porque não se vai atender as causas, a raiz do problema, levando o país a uma situação de intratabilidade desse conflito. Portanto, o conflito fica prolongado, vai se alastrar e vai ser um caos”, aponta.
Os dados oficiais indicam que nos últimos cinco anos, o terrorismo em Cabo Delgado provocou 4.000 mortos e cerca de um milhão de deslocados.

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