Capturados 584 reclusos evadidos em Dezembro do ano passado

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Capturados 584 reclusos evadidos em Dezembro do ano passado

Capturados 584 reclusos evadidos em Dezembro do ano passado

Já foram recapturados os 584 dos 1.534 reclusos evadidos do estabelecimento penitenciário especial de máxima segurança, vulgo BO, na Província de Maputo, informou o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP).

A maioria dos reclusos recapturados são os que se evadiram durante as manifestações pós-eleitorais que tiveram lugar após o anúncio dos resultados eleitorais de 09 de Outubro último, contestado pelo ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane.

“Sobre o número de evadidos que foram recuperados, nós já logramos recapturar cerca de 584 reclusos. Os números são diários, recebemos as estatísticas diárias, e até ontem tínhamos 584 reclusos recapturados”, disse ontem (21), em Maputo, o director-geral do SERNAP, Ilídio Miguel, citado pela AIM.

A fonte falava no lançamento da semana comemorativa dos 50 anos da instituição que se celebra sob o lema “Por um serviço penitenciário apostado no tratamento humanizado dos reclusos”.

Miguel reafirmou que o SERNAP debate-se com o problema da superlotação, o que desafia o tratamento humanizado concedido aos reclusos.

“O número de reclusos que temos ultrapassa as nossas capacidades. Temos cerca de 20 mil reclusos, quando a nossa capacidade é de apenas metade deste número, o que é um desafio enorme”, afirmou, citado na mesma publicação.

Como parte de solução da superlotação das cadeias, disse que o governo, no seu programa quinquenal 2025-2029, ira construir 13 novos estabelecimentos penitenciários, dos quais 10 distritais e 3 regionais.

“Com este aspecto, efectivamente, vamos poder fazer face a questão da superlotação prisional. Temos, também, no âmbito do código de execução de penas, medidas de penas alternativas à prisão, portanto, se paralelamente ao processo de construção de novos estabelecimentos, implementarmos as penas alternativas, vamos lograr reduzir a questão da superlotação”, acrescentou.

“O nosso desafio é, mesmo perante essa situação da superlotação, apostarmos por um tratamento cada vez mais humanizado dos reclusos. Atendermos a questão da alimentação de forma adequada, a questão da saúde e acima de tudo a sua recuperação”, disse.

O evento inclui várias actividades, entre as quais um simpósio sobre penas alternativas e perspectivas de redução da superlotação nos estabelecimentos penitenciários, jornadas de limpeza e outras.

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