A petrolífera francesa, TotalEnergies, está novamente sob pressão judicial. Em França, uma investigação preliminar foi aberta no sábado, 4 de Maio, por «homicídio involuntário» e por «não assistência a pessoa em perigo» contra a empresa francesa.
Segundo uma publicação da RFI, a TotalEnergies é acusada de não ter feito uma avaliação correcta dos riscos de segurança na zona do projecto de gás liquefeito, isto quando ocorreu em 2021 um ataque jihadista na região.
Esta investigação é um passo positivo para os autores da denúncia, incluindo as vítimas do ataque que ocorreu a 24 de Março de 2021.
Esses ataques, reivindicados pelo Estado Islâmico, ocorreram durante vários dias. As autoridades moçambicanas contam 30 vítimas, mas segundo a investigação de um jornalista independente, Alexander Perry, o balanço seria de 1 402 civis mortos ou desaparecidos.
As vítimas acusam TotalEnergies de «não assistência a pessoa em perigo», isto porque segundo elas, a empresa francesa recusou fornecer combustível a helicópteros que tentavam evacuar os civis.
Outra acusação, a falta de apoio para os trabalhadores. Os autores da denúncia afirmam que a empresa sabia que ia haver um ataque e não agiu em consequência para proteger os trabalhadores.


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