Brutal PRM: Agentes agressores de casal poder ser expulsos

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Brutal PRM: Agentes agressores de casal poder ser expulsos

Brutal PRM: Agentes agressores de casal poder ser expulsos

Cinco agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM), no distrito de Homoíne, na província de Inhambane, podem ser expulsos da corporação por tortura a um casal, indiciado de roubo de bens.

“A PRM está a processá-los disciplinarmente e neste momento estão a ser ouvidos. Desse procedimento, além da sua suspensão, vão resultar medidas que podem ir até à expulsão”, disse o Comandante da PRM em Inhambane, Feliciano Chongo.

Em um vídeo a que tivemos acesso, os agentes, incluindo o chefe das operações do Comando Distrital de Homoíne, aparecem num cenário de sevícias a uma mulher.

No vídeo, o esposo da mulher aparece sentado porque já tinha sido torturado pela PRM na esquadra. Um exame médico concluiu que existe uma fractura na sua perna esquerda e contusão na mão direita.

Entretanto, depois de anuir o roubo de bens, terá dito aos agentes que sua esposa guardava outros bens.

A polícia se dirigiu à casa do indiciado, onde encontrou a sua esposa. Os agentes torturaram-na, tareiando-lhe os pés com recurso a pedaço de pau. Ela estava deitada de barriga para baixo e uma agente à paisana da PRM subiu-lhe as costas e pisoteou-lhe a cabeça. Antes, quando ela, a vítima das agressões da PRM, estava sentada, a mesma agente à paisana desferiu-lhe na face bofetadas.

O Ministério Público em Inhambane instaurou um processo-crime contra os cinco agentes.

“Nós já estamos no terreno. Já temos o processo, os constituímos em arguidos. Acreditamos que brevemente teremos novidades”, disse Pompilo Xavier, magistrado do Ministério Público, citado pela STV.

O casal passou de indiciado de roubo para o de vítima de Estado. O MP alerta para a possibilidade de o casal ser ilibado dos crimes de que é acusado.

“Toda a prova que é recolhida com recurso a sevícias é nula. Não tem nenhuma utilidade processual. Foi um acto inusitado, desproporcional, desnecessário, que envergonha a todos nós. Garantimos à sociedade que, neste caso, nós iremos aos limites da lei visando a devida responsabilidade criminal à medida dos actos que eles praticaram”, assegurou.

Os agentes vão responder aos processos disciplinares e criminais em liberdade até ordem contrária.

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