Os antigos membros do Serviço Nacional de Segurança Popular (SNASP) popular ameaçam pegar nas armas, caso o Governo não cumpra com as promessas de indemnização avaliada em cinco milhões de meticais para cada um dos 1.800 membros desvinculados dos Estado no âmbito dos Acordos Gerais de Paz, de 1992.
“A nós vão nos pagar, a bem ou mal. Cabe a eles. A escolha é deles. Nós já estamos organizados para reivindicar os nossos direitos, pacificamente. Mas se querem nos obrigar a reivindicarmos pelo uso a força também vamos. Nós juramos morrer a reivindicar os nossos direitos”, alertou o porta-voz dos antigos membros do SNASP.
O representante dos membros da antiga secreta nacional diz que do prometido apenas lhes foram pagos 280 mil meticais. Há mais de 20 anos que esperam pelo pagamento do valor prometido.
“Nós nunca dissemos que não nos pagaram. Pagaram, mas migalhas. Nem à centésima parte do prometido chega, talvez a milésima. Nós não fomos prometidos 280 mil meticais. Fomos prometidos, por cada pessoa, cinco milhões de meticais. Não são palhaços que depois aparecem para dizer que tudo foi pago. Pagaram a quem? A nós? Querem nos chamar de malucos por estarmos a reivindicar algo que nunca existiu. Por favor, não faz sentido”, disse.
Recentemente, a Ministra dos Combatentes disse a jornalistas que o Governo não tem dividas com o grupo de antigos membros do SNASP. Disse já terem sido pagas as pensões, incluindo sete anos de indemnizações.
Os antigos militares entendem que Josefina Mphelo devia abster-se do assunto, pois andava em outras badaladas quando o assunto surgiu. Além disso, desafiam à Ministra a apresentação de provas sobre o pagamento aos antigos membros do SNASP.
“A Ministra perdeu uma grande oportunidade de abster-se desse imbróglio todo, porque quando surgiu nem sabemos onde ela andava. Este assunto não começou com esta Ministra. Começou no tempo de Mateus Kida. Passou por Eusébio Lambo, e é que pode ter limpado o resto das migalhas que haviam restado, do roubo que estamos a reivindicar. A Ministra nem sabe o que está a dizer. Coitadinha. Sentimos pena dela. Mas se ela acha que fomos pagos que apresenta provas. Nós também temos as nossas provas”, disse.
De acordo com a fonte, citada pela STV, o assunto remonta ao Governo de Joaquim Chissa, porém, foi no de Armando Guebuza de onde saiu a promessa de se “esta à procura de soluções para os antigos oficiais da segurança e da contrainteligência militar”.
“Quem veio nos falar sobre os quantitativos que cada um deveria receber foi o antigo Chefe do Estado Maior General, o General Lagos Lidimo. Para a nossa sorte, os dois [Lidimo e Guebuza], estão vivos, ainda. E nunca procuraram saber deles se o que falaram foi ou não concretizado”, disse.



Deixe uma resposta