A gigante do comércio eletrónico, Amazon registou uma perda de 3,84 mil milhões de dólares no primeiro trimestre do ano, face ao lucro homólogo de 8,1 mil milhões. Trata-se da primeira perda da empresa desde 2015.
Segundo alguns portais internacionais, as avultadas perdas divulgadas resultam do reflexo contabilístico da desvalorização em 7,6 mil milhões de dólares do seu investimento na Rivian Automotive, uma ‘start-up’ (empresa em início de actividade, por norma focada em um produto ou serviço).
Mas o arrefecimento no consumo em linha é real e generalizado.
Março foi o primeiro mês em que as vendas eletrónicas baixaram desde que a pandemia começou, segundo a Mastercard SpendingPulse, que segue os pagamentos feitos na rede Mastercard e faz estimativas para outros pagamentos, feitos com liquidez e cheques.
A Amazon prosperou durante a pandemia do novo coronavírus, com as pessoas que ficaram em casa para limitar os contactos sociais a virarem-se para o comércio eletrónico para comprarem o que precisavam.
Mas o crescimento arrefeceu à medida que as pessoas se sentiram mais confortáveis e seguras para sair.
Segundo a empresa de investigação do comércio eletrónico MarketPlace Pulse, o valor dos bens vendidos na Amazon no último ano cresceu a uma velocidade que foi metade da de 2020.
À semelhança de outras empresas, a Amazon está a lidar com pressões provenientes de várias frentes, como inflação, questões de cadeias de abastecimento e escassez de mão-de-obra