O julgamento de Saimon Valói “Boss Navara”, apontado como sendo o maior caçador furtivo de Moçambique, retoma no próximo dia 25 de Maio, para a sessão de alegações finais.
Esta será a 5ª sessão de audiência do julgamento do “caso Navara”, por sinal, a penúltima para alegações finais e depois seguirá a sentença, segundo a Moçambique Bio, uma organização que se dedica à conservação do ambiente.
Navara foi detido em flagrante na posse de oito cornos de rinoceronte, na cidade de Maputo, em 2022, avaliados em mais de 30 milhões de meticais. Na época, o SERNIC disse que a detenção ocorreu quando Navara pretendia vender os troféus. Estava na companhia do comparsa, Paulo Zucula Júnior.
O caso Navara está a ser julgado na 5ª secção do Tribunal Judicial da Província de Maputo, desde 26 de Dezembro do ano passado. A sessão deste mês foi marcada para iniciar às 10 horas.
Os arguidos Ernesto Valói e Paulo Zucula Júnior respondem por associação criminosa, uso de armas proibidas, branqueamento de capitais, exposição de pessoas ao perigo, uso de documentos falsos, financiamento ao terrorismo, crimes de venda ou compra de arma ilegal, crimes de venda e compra de carros ilegais, por caça furtiva e venda ilícita de recursos faunísticos e espécies proibidas, homicídios, alguns crimes que praticaram na vizinha África do Sul.



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