A África do Sul está a ser alvo de críticas internacionais após ter permitido a participação do Irão em exercícios navais realizados recentemente em águas sul-africanas, numa iniciativa que envolveu também outros países parceiros. A presença iraniana nas manobras militares gerou reacções negativas, sobretudo por parte de países ocidentais, que consideram Teerão um actor desestabilizador no plano regional e global.
Segundo a agência Bloomberg, autoridades dos Estados Unidos manifestaram preocupação com a decisão de Pretória, sublinhando que a inclusão do Irão em exercícios militares navais contraria os esforços internacionais de contenção e pode afectar a segurança marítima e as relações diplomáticas da África do Sul com parceiros estratégicos.
Internamente, a decisão também foi criticada por sectores políticos e analistas sul-africanos, que questionam a coerência da política externa do país, tradicionalmente baseada no princípio do não-alinhamento. Alguns partidos da oposição defendem que a participação de países sujeitos a sanções internacionais pode prejudicar a imagem e os interesses estratégicos da África do Sul.
Perante a polémica, o Governo sul-africano reiterou que mantém uma política externa independente e que os exercícios navais visam promover a cooperação e a segurança marítima, rejeitando a ideia de que a iniciativa represente um alinhamento político ou militar com qualquer dos países envolvidos.
Imagem: SANDF

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