O académico e activista Adriano Nuvunga criticou recentemente, num vídeo partilhado na sua página oficial do Facebook, o crescimento da pobreza extrema em Moçambique e a impunidade de antigos governantes, durante a sua intervenção na Comissão Técnica para a Materialização do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo.
Segundo Nuvunga, “depois do governo do presidente Filipe Nyusi, seis milhões de moçambicanos foram empurrados para a pobreza extrema. Quando Guebuza deixou a presidência, a pobreza absoluta era de 40%. Quando Nyusi entrou, em dez anos, a pobreza absoluta cresceu para 68%, empurrando objectivamente seis milhões de moçambicanos para a pobreza”.
O académico reforçou a gravidade da impunidade: “Quando você empurra seis milhões de pessoas para baixo da linha de pobreza, impede-as de se tornarem potenciais contribuintes. E essa pessoa continua à solta, a passear, e não acontece nada. Lugar de criminoso é na cadeia”.
Nuvunga alertou ainda que as transações ilegais de fundos do Estado enviadas para o chefe do Estado estão registadas no Tribunal Administrativo, mas não há qualquer consequência. “Não podemos fazer reforma fiscal enquanto os que roubaram contas públicas e empurraram os moçambicanos para a pobreza continuarem à solta, seja ele antigo presidente ou não. Tem que ir para a cadeia”, afirmou.
No vídeo, o académico apelou à participação activa no Diálogo Nacional Inclusivo, defendendo que apenas um processo verdadeiramente abrangente e transparente poderá promover reformas concretas e contribuir para a estabilidade e desenvolvimento de Moçambique.
Fonte: Adriano Nuvunga

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