‘Gangsterismo’ e desordem afastam ACB da corrida eleitoral na CTA

‘Gangsterismo’ e desordem afastam ACB da corrida eleitoral na CTA

O Presidente da Associação Comercial da Beira (ACB), Félix Machado, entende não estarem criadas condições para a realização de eleições transparentes e escolha de um novo presidente para a Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA.

Os últimos acontecimentos na CTA no respeitante ao escrutínio, como índicos de compra indirecta de votos e assalto do sindicato por grupos de lobistas, levaram a ACB, em decisão da Assembleia Geral, a se distanciar do processo.

Segundo o empresário Félix Machado, a ACB – um dos membros funadores da CTA – não vai participar do processo, quer por via da indicação de uma candidatura, quer pela declaração de apoio e voto a determinado candidato.

“Vai se distanciar, totalmente, deste processo eleitoral, porque não é justo, não é correcto e é vergonhoso. Ficamos tristes a ver que existem empresários que apoio este processo” lamentou.

Além disso, em conferência de imprensa, esta segunda-feira,  Machado revelou que um pedido da ACB enviado aos associados da CTA para a realização de uma Assembleia Extraordinária da agremiação, visando a corrigir as suas regras eleitorais antes das eleições, foi “ignorado”. Conforme o empresário, parece que tal se deveu a questões regionais.

“Das 194 associações que elegem a CTA, quase 130 são da zona Sul. Foi por isso que, provavelmente, muitos não aderiram ao nosso pedido. O modelo actual, em vigor, corrupto, todos eles concorrem” disse, frisando que a ACB vai insistir na Assembleia Extraordinária da CTA “para que todos possam participar de forma livre” disse.

Por outro lado, adiantou a jornalistas que, a ACB vai, paralelamente, criar a Federação Provincial do Sector Privado de Sofala. Referiu que a ideia será partilhada junto dos seus pares das províncias do Centro e Norte. A ideia é avançar para a criação de confederações empresariais regionais.

Assegurou que a pretensão não passa pela competição com a CTA, que “nasceu torta, sem federações”.

“Nós queremos corrigir de base, para termos cerca de 10 federações na CTA. Aí, teremos o país representado na CTA. O modelo actual não é representativo. Não é por acaso que muitos consideram a CTA incubadora de bandidos, porque há um cartel que quer controlar aquilo. Não pode ser assim” explicou.

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